FUTEVÓLEI

Este espaço do nosso site é dedicado à modalidade de Futevólei, com recortes da história da modalidade a nível mundial, nacional e regional. Também fazemos uma pequena caracterização da modalidade.
Toda esta informação é retirada do trabalho Científico do Professor Norberto Sá denominado "Futevólei: Ensino na Escola".
Este trabalho foi disponibilizado pelo Professor e encontra-se exposto na página intitulada FORMAÇÃO CIENTÍFICO-PEDAGÓGICAS.

 
cartaz_1º_campeonato_futevolei.jpg

HISTÓRIA DO FUTEVÓLEI

Segundo Daniel Oliveira Pinto, o Futevólei é um desporto genuinamente brasileiro. Este foi criado na década de sessenta por um grupo de rapazes liderados pelo ex-jogador de Futebol Octávio de Moraes, o "Tatá" na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Em plena época da ditadura, e com a proibição de se jogar Futebol na praia, Octávio de Moraes e seus amigos resolveram jogar futebol utilizando um campo de Voleibol de praia, para enganar as forças de segurança, que  efectuavam  constantes vigílias  na praia  de Copacabana.  Como  a prática  de Voleibol era permitida nos locais demarcados, alguns amigos acompanharam o “Tatá” nessa jogada e logo apareceram as primeiras regras do novo desporto. Uma delas dizia que para efectuar o serviço o jogador deveria pegar a bola com a mão e chutá-la para o campo adversário. Isso depois sofreu várias alterações. No começo eram 5 jogadores de cada lado da quadra e os jogadores aos poucos iam fazendo e modificando as regras. Os jogos foram sendo realizados com quatro, dois e até mesmo um jogador de cada lado.
Em 1968 um jornal fez uma reportagem sobre o Futevólei com vários atletas e com isso o desporto foi-se popularizando (sitio www.futevolei.com.br). Na década de 70 o Futevólei espalhou-se lentamente pelas praias do Rio de Janeiro e vários jogadores profissionais de futebol começaram a jogar o Futevólei entre eles: Dida, Vavá (o Leão do Campeonato do Mundo de 1962), Carlinhos"Violino"(Flamengo), Dario "Bom Baiano"(Vasco da Gama), China (Botafogo), Rudival, e vários outros (sitio www.futevolei.com.br).
A partir da década de 80, com a realização de muitos campeonatos de duplas, público, imprensa e patrocinadores começaram a se interessar pela modalidade. Em 1984 a televisão transmite vários jogos em Ipanema, com jogadores de Futevólei e jogadores profissionais de Futebol (Pinto, D. 2006).
Já na década de 90 foram criadas várias federações nos diversos estados brasileiros e também a Confederação Brasileira de Futevólei (CBFV). A partir dai a modalidade cresceu ainda mais, com patrocínios e um espaço próprio nos média brasileiros. Em 1999 foi criado o Super Futevólei 4X4, ou seja, quatro jogadores de cada lado, tendo suas próprias regras, que fazem com que o jogo se torne mais rápido e plástico, sendo um sucesso na televisão (sitio www.futevolei.com.br).
O Futevólei hoje é jogado em todo o mundo com diversos campeonatos mundiais e até em quadras de clubes, contando também com a adesão das mulheres, a exemplo de Diana e Estela, as pioneiras. O Futevólei foi sempre um celeiro de craques, entre eles os jogadores de futebol Edinho, Júnior, Doval, Jairzinho, Renato Gaúcho, Romário (sitio www.futevolei.com.br).

 

FUTEVÓLEI EM PORTUGAL

O Futevólei começou a ser praticado em Portugal nas Cidades de Albufeira e Póvoa de Varzim, especificamente durante a década de 80. Um desporto que surgiu numa perspectiva de prática  de  lazer  e recreação,  possibilitando  aos  atletas  um  convívio  único,  num  ambiente fantástico como a praia.
O Futevólei começou a ser jogado na Póvoa de Varzim, onde era denominado por Pé-Volei, durante a década de 80, através do regresso do emigrante poveiro, que esteve no Brasil, o Sr. Julião Neto, que iniciou a modalidade na cidade, e incentivou os seus amigos a praticá-la.
Em Albufeira, foi no  final da década de 80 que se registaram os primeiros encontros regulares entre adeptos da modalidade. Conhecidos futebolistas locais, como Vasco Rouxinol (antigo Guarda-Redes do Imortal) e seu irmão Paulo Machadinho, Carlos Barreto (Babá), Tó Manel,  Miguel  Serôdio,  Luís  Abelha,  Bruno  Xavier,  Paulo  Bila,...  (todos  ex-jogadores  do Imortal) juntavam-se todas as tardes de Verão na Praia dos Pescadores para aí, com outros praticantes  da  altura,  como  João  Filipe,  levarem  ao  rubro  os  vários  espectadores  (locais  e turistas) que, no paredão, se concentravam para assistir ao jogo e, porque não dizê-lo, às frequentes discussões entre os jogadores que tornavam o espectáculo ainda mais electrizante.
Desde então a modalidade evoluiu a nível nacional, passando deste pequeno grupo de praticantes a um desporto praticado por inúmeros jovens e adultos durante a época de Verão. O Futevólei conquistou em cerca de uma década um enorme número de adeptos, sinal da força e do
interesse que a modalidade proporciona a praticantes e espectadores. Hoje o Futevólei é já uma modalidade desportiva com tradições em diversas regiões costeiras nacionais.

juliao neto.jpg
 

FUTEVÓLEI  NA ILHA DA MADEIRA

O Futevólei começa a ser praticado na Ilha da Madeira no ano de 2005, aquando da chegada a esta ilha do Prof. Norberto Sá, que entusiasmando alguns colegas como o Pedro Nogueira e Ricardo Barreto, começaram a praticar a modalidade aos fins de semana, na Praia da Madalena do Mar.
Em 2009 é preparada e concretizada a Acção de Formação destinada a Professores de Educação Física com o tema "Futevólei: Ensino na Escola", tendo como organizador e preletor o Professor Norberto Sá. No mesmo ano, com a chegada do Professor João Sá, a modalidade passou a ser praticada assiduamente e começaram a aparecer os primeiros torneios organizados. O 1º teve lugar na Praia da Calheta, no ano de 2010, sendo organizado pelos irmãos Sá.
Em 2014 surge a primeira prova regular de competição, através da ACD Boaventura e do Prof. João Sá com a organização do Circuito Regional de Futevólei. No ano de 2015 é organizada a 2ª Acção de Formação na ilha da Madeira sobre Futevólei e a implementação do mesmo na Escola, que contou com a preleção dos Professores Carlos Batista, Salvador e Tiago Melo.
Também em 2015 é fundada a AFRAM, que passou a ser a grande dinamizadora e impulsionadora da modalidade na ilha da Madeira até à presente data.

... obrigado equipa ...
...fantástico...
 
crf155.jpg

CARACTERIZAÇÃO DO FUTEVÓLEI

O Futevólei é um desporto praticado por duas equipas de dois jogadores cada (podendo ser praticado também em triplas ou quadras), e é disputado num campo de areia dividido por uma rede. A bola pode ser jogada com qualquer parte do corpo, excepto a mão, o braço e o antebraço.
A modalidade de Futevólei reclama comportamentos específicos a 3 níveis. No envolvimento interior do jogo, implica um tempo de análise e resposta velozes, um ajustamento corporal à trajectória e velocidade da bola, uma capacidade de antecipação, bem como uma adaptação das atitudes e posturas, em função da bola em movimento. No envolvimento físico, implica uma constante orientação e reorientação corporal sucessivas, um ajustamento do corpo no espaço, uma mobilidade inter-individual, com deslocamentos sucessivos de reajustamento, bem como uma motricidade geral, quer do domínio do plano motor inferior, médio e superior. Ao nível do envolvimento social, o Futevólei implica acções de cooperação, de entreajuda e de comunicação (verbal ou motora). Implica ainda uma responsabilidade partilhada com o(s) parceiro(s), bem como a partilha de um objectivo comum.
O jogo de Futevólei, à semelhança do Voleibol, caracteriza-se pela sua especificidade na forma estrutural do jogo. Isto, pois os jogadores não podem invadir o terreno adversário, onde a luta pela posse do objectivo do jogo é efectuada de uma forma indirecta (não há contacto com o adversário) e as trocas de bolas são efectuadas no espaço aéreo. A especificidade do jogo levará ao desenvolvimento de condutas motoras específicas, tais como o olhar para cima, devido a obrigatoriedade das trocas de bola se efectuarem no meio aéreo. Também a brevidade dos contactos com a bola, a rapidez nas análises e decisões, dificultam o bom desempenho técnico e táctico dos atletas. Existe também a necessidade de dominar todas as funções, quer seja a atacar, defender, passar ou servir. Isto porque é uma modalidade onde participam poucos atletas (4 máximo) e onde certamente todos irão desempenhar os diferentes fundamentos da modalidade. Também devido à imposição legal da alternância de funções, todos irão, alternadamente, realizar serviço. Por fim, os condicionalismos impostos nas acções ofensivas e defensivas ditados pela proibição do uso dos membros superiores (braço, antebraço e mãos), bem como pela limitação, individual e colectiva, do número de contactos. (Texto retirado da Acção Científico Pedagógica Individual com o tema "Futevólei: Ensino na Escola" do Professor Norberto Sá).